Quarta-feira, Julho 23, 2008

ou ela ou eu

Às vezes me pergunto porque as coisas têm que se complicar justamente no momento em que deveriam ser descomplicadas.
Eu sinto um carinho imenso por você, por mim e por tanta gente, mas qual o problema em querer ser assim, incompleta?
Tenho meus repentes, minhas veias, minhas histórias e isso só diz respeito a mim e a quem se interessar. Interessa a você? Depende do motivo... se for fofoca ou algo negativo, prefiro que vocë busque influências em outro blog, outra pessoa ou outro animal. Qual o problema em não querer curiosos que nào me acrescentarão em nada?
Ok, a rede é livre e você pode acessar o site que quiser... mas convenhamos, se quer perder tempo, que perca com algo que te interesse... te interessa me desejar mal ou só me incomodar mesmo?
Ai, cansei... posso tentar explicar durante mil linhas, mas sei que você não irá me entender. Sorry, i`m going...

the first thing is: sometimes i`ll not write about me... i create a character, so... who knows... she or me?

you will descover... good luck.

Sábado, Setembro 01, 2007

Helena

Helena não via problemas em conversar. Talvez isso fosse genético, ou característica feminina. Mas toda vez que algo a incomodava, ela corria ao telefone, ligava para a pessoa interessada e marcava um encontro na orla do ponto turístico mais famoso do Rio de Janeiro.


Dessa vez o interessado era Antônio Marcos. Negro, alto, casado e pai de três filhos, havia atendido Helena no Hospital Padre Saint Leme. Agora, por problemas nada convencionais, ia se encontrar com seu médico.


No posto 3, sentados nas cadeiras de madeira, os dois começaram a conversa de forma bem estranha. “Eu preciso de tempo, temos que ser rápidos”, disse Helena. De longe, qualquer um que os avistasse juntos imaginaria um encontro de amantes. Frases curtas, voz baixa, quase sussurrada.


“Antônio Marcos, eu preciso que você me devolva o resultado daquele exame”, disse Helena, sem pestanejar.

“Nunca. Nem me venha com esse assunto outra vez. Eu já te disse centenas de vezes, esse exame vai direto para as mãos do seu marido, ele precisa saber”, afirmou o médico.


Helena tinha problemas severíssimos com sua frágil saúde. Perdera um bebê há poucos meses e alguns resíduos do aborto haviam ficado na parede interna do útero, causando uma grave infecção. Corria sérios riscos de morte. Mas seu marido nunca podia saber. Estavam de viagem marcada par França e em uma semana embarcariam para a cidade das luzes. E Helena não perderia essa por nada. Era seu sonho e antes de morrer gostaria de realizá-lo.


“Doutor, você tem que me entender. Eu sei a que nível essa infecção se encontra . Eu não vou deixar de viajar, de realizar meu sonho, para morrer aqui. Eu não quero ser capa de jornal “esposa de famoso pintor morre de infecção e deixa cartão postal da cidade que é cenário de novela das oito mais triste””. Ali, ela se exercitava todos os dias e era bem conhecida de todos. “Eu não quero morrer aqui!”, “Amo esse lugar, sou carioca de paixão, mas morrer aqui nesse lugar, não”. Disse Helena, quase chorando.


“Helena, você vai morrer se não se cuidar. Essa viagem é loucura. Imagina se ao entrar no aeroporto suas dores insistirem em voltar? Isso é loucura.” Sussurrou Antônio Marcos dizendo que tudo precisava ser dito ao marido dela.


Em poucos minutos, cada um defendendo sua posição numa discussão interminável, de longe foi possível avistar Rodolfo, marido da fascinada pela França.


Ele já sabia de tudo. Do resultado, da doença que se instalara no organismo de Helena, do sonho de ir a Paris. Foi conciso ao dizer: “Neguinha, vamos embora. Nosso vôo parte em duas horas. Vamos à França realizar seu desejo. Tudo que eu mais quero é sua felicidade. E você não vai morrer. Vou cuidar de você. E Nesse lugar lugar lindo que sempre serve como ponto de encontro para suas conversas é onde vamos trazer nossos filhos para brincar. Vamos!”.


Ela sorriu e o abraçou. Virando-se para Antônio Marcos, o agradeceu por tudo e em polvorosa se atirou dentro do carro do marido. Precisava arrumar as malas.



Sexta-feira, Agosto 31, 2007

Calor da hora - parte 1

Sempre que encontrava com Janaína apertava os olhos, abria e fechava, só para ter certeza de que não era um sonho. Era linda e nada se comparava à sua beleza. Olhos negros, tão negros que eram mais escuros que as jaboticabas da fazenda. De longe, seu corpo era igual a um violão. Tronco na medida certa e pernas enormes, perfeitas. Uma cintura de dar pena às outras mulheres.
O que mais me chamava atenção era seu sorriso gigante que não saía de seu rosto. E que rosto. Olhos, nariz, bochechas... Tudo em perfeita sintonia e me fazendo lembrar da proporção áurea de Da Vinci. Simetricamente pensado, os criadores de Janaína foram excelentes em seu trabalho.

Naquela manhã eu não estava sonhando. Era ela que chegava no banco onde eu trabalhava.
Falar do banco não seria uma boa idéia agora que você, leitor, deve estar imaginando como foi meu encontro com Janaína. Então pularei essa parte e continuarei com o encontro.
Na verdade não foi bem um encontro. Eu era caixa, e ficava no último balcão. Haviam quinze destes, o que me deixavam distante da entrada. E Janaína não veio falar comigo. Ela nunca vinha. Ficava sentada na área vip, esperando o gerente Wilson atendê-la.

Tenho certeza de que poderia ajudá-la, mas ela nunca veio pedir nada Eu queria descontar seus cheques, depositar todas as notas em suas contas. Ela deveria ter muitas contas, pois se vestia muito bem e como sou especialista em semiótica, decifrei os signos que suas peças de tecido queriam demonstrar. Muito rica. Era assim que eu a imaginava.

Wilson sempre a tratava com um sorriso estampado no rosto. E eu ficava atrás do balcão me remexendo, maluco de vontade de ir esmurrá-lo. Ele me causava mais ciúme do que qualquer mulher bonita que saia de casa com vestido curto causa a seus companheiros. Mas eu não podia fazer nada. Era ficar obsevando e chegar em casa todo feliz de tê-la visto. E eu ficava mesmo feliz. Demorava horas para dormir.

Mas aquela manhã foi um pouco diferente. Eu a observando flutuar em cima daqueles saltos altíssimos e indo em direção à area vip. Wilson veio recebê-la e depois que trocaram algumas frases o vi apontando para algo em minha direção. Não pude acreditar que seria para mim mesmo. Continuei atendendo os clientes da enorme fila que se estendia até à porta de entrada, quando de repente, ela, a musa de meus sonhos, a imagem companheira das minhas noites de estudo e insônia, chegava à minha frente.

Eu sinto que fiquei vermelho e pude sentir minhas mãos suando. A temperatura do meu corpo deve ter alcançado os quarenta graus e senti medo de ter uma convulsão. Ela me perguntou uma frase qualquer que no calor da hora não consegui entender. Pedi para que repetisse assim que percebi que não estava sonhando acordado.

A frase era simples: "Boa tarde. O Wilson me disse que você poderia me ajudar". Sem hesitar disse que sim. Enquanto isso um senhor que aguardava sua vez na fila começou a reclamar. "Calma, senhor, ela foi atendida pelo nosso gerente que a indicou para vir aqui. Ela já enfrentou uma fila", eu disse. "Fila! Até parece que esse povo da área vip pega fila", resmungou o senhor de cabelos grisalhos.

Ela continuou a falar. Queria que eu traduzisse um texto sobre economia e jornalismo e havia imaginado que Wilson poderia ajudá-la, já que ele, numa de suas conversas entre sorrisos, afirmara que estava fazendo um acordo com uma empresa no exterior e que precisava de um tradutor. Janaína havia ido no banco naquela manhã para verificar se ele tinha conseguido esse tradutor, pois também precisava de seus serviços.

E eu era o tradutor. Além de bancário eu fazia uns serviços de tradução paralelos com os do banco. Assim eu conseguia mais dinheiro e me manter não era um problema há tempos. Ela pediu meu telefone e disse que me ligaria naquele dia mesmo.

Eu não consegui trabalhar mais. Me senti um robô. Duro, perplexo, extasiado. Eu iria receber um telefonema da mulher mais linda do mundo. Não podia ser verdade. Mas e se ela realmente ligasse?
Eu ia para casa depois do expediente e esperar sua ligação até o fim do dia.


Quinta-feira, Agosto 30, 2007

Reativando....

andando muito... correndo... pedalando... Tomando sollllllllllll.

Hello! I'm Back... Eu escreverei outra vez. Quem sabe saia uma reunião de contos... um livro.
I don't know.
Just relax... wait...... and... relaxxxx......

"sentada, olhando para o céu... ai!"

Quarta-feira, Novembro 22, 2006

Não me informo. Não me comunico. Não me importo.

As pessoas estão estranhas. Hoje em dia não se vê ninguém lendo dentro dos ônibus, nas praças, nos bosques – nem aqui na universidade. A única coisa que se vê é gente jogando lixo no chão e reclamando que nada funciona direito. Seja através da janela da condução, seja andando na rua, o lixo lá está. E a desinformação também. Crianças já não sabem mais quão horrível é poluir a cidade. Mas a culpa não é delas, é de seus pais que não lêem mais.

A falta de tempo é a única desculpa que se ouve. Dois empregos, escola, faculdade, limpeza da casa. Contudo, o famoso tempo para assistir televisão nunca é esquecido. De novelas a telejornais mal produzidos a população está farta e incrivelmente acha que saber o que passou na rede “a gente se vê por aqui” é estar bem informado. Se está bem informado por que é que joga lixo no chão? Por que é que não sabe de quase nada que se passa a seu lado?

Aqui na Universidade não se vêem movimentos em prol de mudanças. Só um restrito grupo se une em busca de algo, que além de não ser bem esclarecido a nós, universitários, fica restrito a poucas pessoas. A única coisa que se ouve é reclamação. “Só um aparelho de DVD para a Universidade toda? Que absurdo!”.

Os bebedouros da universidade parecem estar com a água contaminada por coliformes fecais – deu no jornal - e nada foi informado a nós. Quem não acha um desperdício usar copos descartáveis em excesso? Não tenho idéia da quantidade, mas sei que diariamente centenas de copos são descartados. Por que não se instala bebedouros que não exijam o uso de copos? Ou por que não trazemos copos de casa - como fizeram os acadêmicos do curso de Engenharia Ambiental, que produziram alguns copos de alumínio - para sanar esse problema? A água está mesmo contaminada? Por que ninguém faz nada para nos informar? As perguntas são muitas e a comunicação é quase inexistente.

Nós não lemos, não nos comunicamos, não nos preocupamos com o meio-ambiente. Que diferença faz saber se a água está contaminada, ou se uso seis copos por dia? Alguém vai limpar, reciclar, sei lá. Hoje presenciamos um profundo abandono das causas importantes. Estamos tão acomodados, que pensar sobre a qualidade da água, ou a poluição do meio-ambiente, fica por conta dos realmente interessados. Paro de beber água e pronto, assim não corro o risco de me contaminar e ainda economizo copos.

Não leio, não me informo, não me comunico. Acontece uma exposição no bloco da reitoria e só fico sabendo se alguém que trabalha lá informa a algum amigo meu, que depois de findada a exposição vem e comenta: “nossa, muito interessante aquela exposição de árvores de natal, ótimas peças, você viu?”. Não, não vi. Aliás, quase ninguém viu. Onde está a comunicação, meu Deus? Que profissionais esta universidade vai formar?

A união resolveria todo o problema. Os interessados em melhorias reais, deveriam se unir. Deveriam se mostrar, abrir a boca. Parar de achar que só a própria vida importa. Se várias crianças - cujos pais não lêem e não ensinam que jogar lixo no chão é feio- atiram papel de balinha pela janela do ônibus, em algum tempo as boca-de-lobo ficarão entupidas, logo você poderá estragar seu carro num dia de chuva, só porque a rua estará inundada. Simples. Querendo ou não, essas e outras tantas atitudes poderão um dia te afetar. E por que não fazer algo agora? Eu quero ser uma profissional de sucesso. Quero servir à comunidade, quero ser uma comunicadora social. E você?

Informe-se. Comunique-se.

Quinta-feira, Março 09, 2006


AS SEM-RAZÕES DO AMOR


Eu te amo porque te amo,
Não precisas ser amante,
e nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
e com amor não se paga.

Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no eclipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.

Eu te amo porque não amo
bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
feliz e forte em si mesmo.

Amor é primo da morte,
e da morte vencedor,
por mais que o matem (e matam)
a cada instante de amor.

Carlos Drummond de Andrade

Domingo, Janeiro 29, 2006

Essa do Arnaldo Jabor até compensa colocar aqui...

"Tenho horror a mulher perfeitinha. Sabe aquele tipo que faz escova toda manhã, tá sempre na moda e é tão sorridente que parece garota-propaganda de processo de clareamento dentário. E, só pra piorar, têm a bunda dura!!! Pois então, mulheres assim são um porre. Pior: são broxantes. Sou louco? Então tá, mas posso provar a minha tese. Quer ver?

a.) Escova toda manhã. A fulana acorda as seis da matina pra deixar o cabelo parecido com o da Patrícia de Sabrit. Perde momentos imprescindíveis de rolamento na cama, encoxamento do namorado, pegação, pra encaixar-se no padrão ''Alisabel é que é legal''. Burra.

b.) Na moda: estilo pessoal, pra ela, é o que aparece nos anúncios da Elle do mês. Você vê-la de shortinho, camiseta surrada e cabelo preso?JAMAIS!O que indica uma coisa: ela não vai querer ficar ''desarrumada'' nem enquanto tiver transando. É capaz até de fazer pose em busca do melhor ângulo perante o espelho do quarto. Credo.

c.) Sorriso incessante: ela mora na vila do Smurfs? Tá fazendo treinamento pra Hebe? Sou antipático com orgulho, só sorrio para quem provoca meu sorriso. Não gostou? Problema seu. Isso se chama autenticidade, meu caro. Coisa que, pra perfeitinha, não existe. Aliás, ela nem sabe o que a palavra significa, coitada.

d.) Bunda dura. As muito gostosas são muito chatas. Pra manter aquele corpão, comem alface e tomam isotônicos (isso quando não enfiam o dedo na garganta pra se livrar das 2 calorias que ingeriram), portanto não vão acompanhá-lo nos pasteizinhos nem na porção de bolinho de arroz do sabadão. Bebida dá barriga e ela tem H-O-R-R-O-R a qualquer carninha saindo da calça de cintura tão baixa que o cós acaba onde começa a pornografia: nada de tomar um bom vinho com você. Cerveja? Esquece! Melhor convidar o Jorjão. Pois é, ela é um tesão. Mas não curte sexo porque desglamouriza, se veste feito um manequim de vitrine do Iguatemi, acha inadmissível você apalpar a bunda dela em público, nunca toma porre e só sabe contar até quinze, que é até onde chega a seqüência de bíceps e tríceps. Que beleza de mulher. E você reparou naquela bunda? Meu Deus... Legal mesmo é mulher de verdade. E daí se ela tem celulite? O senso de humor compensa...Pode ter uns quilinhos a mais, mas é uma ótima companheira de bebedeira. Pode até ser meio mal educada quando você larga a cueca no meio da sala, mas adora sexo. Porque celulite, gordurinhas e desorganização têm solução (e, às vezes, nem chegam a ser um problema). Mas ainda não criaram um remédio pra futilidade. nem pra dela, nem pra sua! E mulher bonita demais e melancia grande, ninguém come sozinho!!!"

(Arnaldo Jabor)